Entrevista ao site Rua de Baixo

Rua de Baixo

“A RDB é uma revista online sobre Cultura e Lifestyle que nasceu no longínquo mês de Novembro de 2003 com o simples objectivo de proporcionar aos seus leitores uma alternativa aos media tradicionais, abordando temas diferentes dos usuais, de uma forma distinta e sem restrições editoriais.”

 

1 – Como é que começou o vosso projecto?
O projecto começou em Novembro de 2003 quando três amigos de áreas tão distintas quanto alguns dos seus gostos culturais, depois de muitas discussões e trocas de ideias, chegaram à conclusão que não se reviam nos meios da altura e quiseram fazer algo que não existia online em Portugal. A ideia primordial era pegar na ideia das fanzines e criar algo similar nas várias áreas culturais que nos interessavam, sem influências, filtros ou agendas escondidas.

2 – E o nome?
De uma brincadeira ao início, por ser o nome dado a uma rua onde um largo grupo de amigos se encontrava para discutir o sexo dos anjos e a origem do universo. Tornou-se mais forte por representar também o que queríamos fazer com ele. Ser um meio alternativo e ao mesmo tempo próximo e familiar. Assim como quem vai ali à Rua de Baixo.

3 – Quais as maiores dificuldades que encontraram?
Sermos desconhecidos, a ideia ser desconhecida, a desconfiança de alguns produtores ou promotores quando os abordávamos a pedir entrevistas, acreditações ou CDs.

4 – Quais são as principais diferenças entre os objectivos do projecto ao inicio e actualmente?
O objectivo primordial mantém-se, apenas os temas se alargaram bem como o enorme apoio que tem em todas as vertentes, seja nos colaboradores, seja naqueles cujos temas tentamos retratar.

5 – Qual foi a maior descoberta cultural e humana que fizeram com o projecto?
As pessoas. Seja as que respiram e criam cultura seja as que após todo este tempo continuam por cá com a mesma paixão. É incrível e avassalador.

6 – Para ti quais são as principais diferenças entre os novos meios de comunicação (blogues) e os que têm mais anos e notoriedade (jornais, revistas)?
Imagino que hoje seja mais fácil, por um lado, criar um novo meio de comunicação pelas portas abertas pelos mais resilientes e pela facilidade e multiplicidade de ferramentas existentes; mais difícil pois marcar a diferença e criar habituação numa oferta tão variada e com tantos pontos de fuga é hoje em dia chave.

7 – O que gostariam mesmo de fazer com o projecto, onde gostariam de chegar?
Sempre fomos fazendo as coisas pelo amor à camisola e acreditando que a RDB é parte de todos e é com todos que chegará onde tem de chegar. Sem pressões

 

Entrevista por João Miguel Fernandes

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Matéria Negra