Os melhores projectos culturais de 2016

Seleccionámos um conjunto de 10 projectos culturais que fizeram um grande trabalho em 2016.  Desta forma, estes 10 projectos estão de alguma forma relacionados com a cultura nacional e não são apenas um individuo ou uma única obra artística.
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Mistaker Maker
Já aqui referimos a importância desta associação cultural que nos últimos anos tem tido um papel fundamental no desenvolvimento de várias componentes artísticas em Portugal, entre elas a Street Art. Podem ler aqui o artigo que escrevemos sobre a Mistaker Maker.

 

 

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Omnichord Records
Se olharmos para os grandes festivais nacionais e salas de espetáculo de 2016 vamos ver repetidamente os nomes de Surma, First Breath After Coma,Nice Weather for Ducks, entre outros artistas desta label nacional. A verdade é que esta editora de Leiria conquistou o país em 2016, muito graças a Surma, a nova promessa (já afirmação) de 2017.

 

 

Ironic
A Ironic é um colectivo de artistas gráficos que se especializa na criação de ilustrações originais que são posteriormente transpostas para t-shirts, totes, etc. Rivais? Nem por isso. Em comum partilhamos o génio da Mariana Cáceres e o gosto pela ilustração e isso faz do nosso e do projecto deles os aliados perfeitos. Vejam o que esta malta fantástica anda a inventar.

 

 

Pontiaq
Mais uma editora portuguesa a dar o litro em 2016. Savanna, Pista, Juba, Marvel Lima, é preciso dizer mais? Do elenco fazem parte bandas incríveis que lançaram álbuns ainda mais incríveis em 2015/2016. Além disso, a forma como unem os seus fãs/público merece algum destaque. Mais do que uma editora, a Pontiaq é uma família.

 

 

A Avó Veio Trabalhar
Possivelmente um dos projectos mais interessantes de Portugal e não só. A Avó Veio Trabalhar é o conceito perfeito numa sociedade que não o é. Com este projecto todos ganhamos. Nós, que queremos aprender velhas técnicas de costura e não só, e os seniores que têm tanto para ensinar e também para aprender. No fundo é uma troca de conhecimentos e aproveitamento do que quem anda cá há mais tempo tem para nos ensinar. E no meio de tudo isto surgem colecções fantásticas e ideias mirabolantes, tudo graças a uma excelente organização e coordenação.

 

 

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Gerador
O Gerador produz cultura e impulsiona-a. É uma plataforma de acção e comunicação para a cultura portuguesa. E isto traduz-se exactamente no quê? Inspiração, produção, destaque e comunicação. Pelo meio há ainda uma revista, o trampolim gerador e muitos outros projectos associados. Se são artistas, impulsionadores culturais ou meros curiosos, espreitem este fantástico projecto.

 

 

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Why Portugal
A Why Portugal é uma das razões pela qual a música portuguesa tem crescido internacionalmente. Graças a este projecto Portugal vai ser o país em destaque no festival Eurosonic 17. Promoção e parceria é o caminho que a Why Portugal tem trilhado nos últimos tempos. E graças a isso a nossa cultura está a crescer.

 

 

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Circus Network
Os espaços culturais são de extrema importância e felizmente têm vindo a surgir alguns novos, face ao desaparecimento de outros nos últimos anos. Mas a Circus Network é mais do que um espaço de cowork, galeria ou loja. É uma agência virada para o futuro, com pessoas que percebem de arte e cultura actual. O trabalho desempenhado pela Circus Network em 2016 foi fantástico. Estamos perante o modelo de agência do futuro, com a diferença que esta já existe e está localizada no Porto.

 

 

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Tradiio
Já conquistaram os EUA. É preciso dizer mais? Esta inovadora plataforma de divulgação musical veio abanar o mercado existente de várias empresas com metodologias mais do que ultrapassadas. Através do seu sistema de investimento virtual, os artistas e os fãs conseguiram ver recompensadas as horas passadas em frente ao pc/telemóvel a investirem no que mais gostavam. Esta startup portuguesa já mostrou que consegue ombrear com as melhores empresas da área. Se 2016 foi fortíssimo, 2017 vai ser de dominação. Aqui os artistas têm mesmo hipóteses de ganharem dinheiro.

 

 

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Disgraça
Além da cantina vegetariana, que é sem dúvida um bónus no que toca a qualidade, a Disgraça veio preencher uma lacuna que existia na cultura lisboeta: a necessidade de um espaço livre, profundamente DIY e com espaço para uma corrente musical que tantos seguidores tem em Portugal, o Punk (Crust Punk, Punk Hardcore, etc). O trabalho é feito por várias pessoas que se dedicam arduamente a este projecto. Qualquer pessoa pode tornar-se sócio. Além dos concertos e da excelente comida existem também exibições de filmes e documentários. Sem dúvida um local a visitar em Lisboa.

 

Texto por João Miguel Fernandes

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